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Cupins são uma ameaça à construção civil. Os danos em decorrência de uma infestação podem causar prejuízos antes mesmo de a edificação ficar pronta.

Estimativa da Associação Nacional de Controle de Pragas dos Estados Unidos aponta que US$ 5 bilhões sejam perdidos, anualmente, em função de avarias nas propriedades daquele país. O Brasil não registra dados oficiais, mas é provável que enfrente uma realidade semelhante. Afinal, a própria estrutura dos imóveis favorece a instalação de insetos.

Cupins de solo: uma ameaça exótica
O cupim de solo da espécie Coptotermes gestroi é originário da Ásia. Provavelmente, chegou por aqui em navios, atracando nos portos do Rio de Janeiro e de Santos entre as décadas de 1920 e 1930. Como encontrou condições favoráveis, e não havia predadores naturais, espalhou-se pelas zonas urbanas do país.

Os ninhos se desenvolvem no subterrâneo. O animal precisa de um local protegido e úmido para aumentar a colônia. É por isso que canteiros de obras se tornam ambientes tão propícios para essas criaturas.

Os cupins aproveitam qualquer brecha para ir em busca do alimento. Chegam a corroer paredes e até fiações elétricas para atingir seu objetivo. Por isso, podem ser encontrados no forro das casas e nos chamados caixões perdidos – peças de madeira instaladas em lajes de concreto.

Dependendo da gravidade da infestação, um prédio inteiro pode ficar comprometido. Por isso, em vez de arcar com os custos do conserto, é preciso adotar medidas preventivas. Conheça-as a seguir.

Saiba como evitar cupins na construção
O controle de pragas deve ser incluído já no planejamento da obra. Uma investigação técnica permite identificar possíveis focos de cupins no terreno, tomando-se as medidas necessárias para resolver o problema. O acompanhamento periódico de uma equipe especializada em descupinização garante ainda mais segurança, uma vez que se detectam precocemente quaisquer atividades suspeitas.

A planta da construção é outro ponto chave. No projeto, cabe observar espaços perdidos e pensar em técnicas construtivas que dificultem o acesso dos minúsculos invasores.

Nesse ponto, a escolha dos materiais também se mostra importante. Madeiras tratadas passam por procedimentos que evitam a proliferação dos insetos. Além delas, mesmo os caminhões utilizados para o transporte de cargas devem ser inspecionados, pois a carroceria pode esconder visitantes indesejados.

Por fim, recomenda-se tomar cuidado especial com o descarte de resíduos. Cupins podem se esconder em qualquer resto de madeira ou alimentar-se de outros itens celulósicos, como papelão. Normas para a remoção de entulhos precisam ser cumpridas à risca.

Entendeu como o controle de cupins e brocas é necessário para a construção civil? Então entre em contato.

FONTE: G1

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Cupim e madeira, definitivamente, não combinam. Os insetos corroem móveis e outras estruturas para se alimentar, causando prejuízos ao seu patrimônio.

O que essa praga tem de minúscula ela também tem de poderosa. Por isso, você deve encontrar medidas efetivas para controlar uma infestação. Nada de óleo de cravo nem de querosene: o serviço de descupinização só dá certo nas mãos de profissionais.

A seguir, vamos listar algumas curiosidades sobre cupins. Entenda o que torna essas criaturas tão resistentes. Veja, ainda, como dedetizar um ambiente sem interditá-lo – o que pode ser útil para empresas em plena atividade.

Curiosidades sobre cupins

Existem diversas espécies de cupim na natureza. Esses animais ajudam a aerar o solo e a decompor matéria orgânica, tornando as florestas mais férteis. Porém, na zona urbana, tal utilidade perde o sentido, frente ao poder de destruição das colônias. Entenda por quê.

1. Cupins infestam até canteiros de obras

O cupim de solo (Coptotermes gestroi) é um ser exótico que chegou ao Brasil na primeira metade do século XX. Como não havia predadores naturais por aqui, ele logo se espalhou.

Esse animal constrói o ninho no subterrâneo, em locais úmidos. Por isso, um canteiro de obras pode ser o território ideal para a instalação da colônia.

Com mandíbulas fortes, o cupim consegue perfurar paredes de alvenaria para chegar até o alimento. Ele vai do chão ao forro de madeira, passando também pelos “caixões perdidos” das lajes. Ou seja, pode infestar um prédio antes mesmo de a construção ficar pronta.

2. Cupins podem causar incêndios

Essa mesma espécie de cupim subterrâneo percorre fiações elétricas. Quando os bichos chegam ao conduíte, eles produzem uma substância ácida. A mistura desse composto com a saliva e os excrementos dos insetos vai deteriorando o cabeamento.

Em outras palavras, a praga contribui para o risco de curtos-circuitos na rede – causa comum para incêndios em edificações. O problema se agrava porque muita gente usa querosene para eliminar cupins. Trata-se de um equívoco perigoso. Não só esse produto é ineficaz para barrar os invasores, como também é altamente inflamável.

3. Veneno de cupim não passa de um paliativo

Aliás, a internet está cheia de soluções que prometem afastar de vez os insetos. Óleo de cravo e óleo de laranja, por exemplo, são tidos como repelentes naturais. Infelizmente, o aroma dessas substâncias não penetra tão fundo na madeira, então dificilmente chega ao núcleo do cupinzeiro.

Já os venenos disponíveis nos mercados funcionam como paliativos. Cupim voador, conhecido como siriri ou aleluia, até que fica tonto com inseticidas comuns. No entanto, ele representa apenas parte da colônia.

A casta dos operários permanece no interior de rodapés, batentes, esquadrias, vigas e móveis. São eles que cavam os túneis e tornam a madeira oca. Poucos sobem à superfície, de modo que eles sobrevivem mesmo se houver aplicação de algum produto químico na estrutura.

4. Nem madeira de lei escapa da infestação

É verdade que o cupim de madeira seca (Cryptotermes brevis) prefere a maciez do pinho, ou até de outros materiais celulósicos, como papelão e gesso. Os móveis antigos, feitos em peroba ou jacarandá, nunca são a primeira escolha do cardápio.

Ainda assim, peças em madeira de lei ficam vulneráveis ao ataque. Isso acontece quando o grau de infestação está alto.

O mesmo vale para compensados, que passam por processos de imunização antes de saírem da fábrica. Esses tratamentos têm vida útil limitada. Resumindo, a aparente resistência do material nunca é páreo para o apetite voraz dos insetos.

5. Cupim não se alimenta de madeira

Ironicamente, o cupim não digere a madeira. Esse trabalho é feito por microrganismos presentes no intestino do animal.

Os parasitas produzem celulase, uma enzima que quebra as fibras vegetais. Depois, eles comem e processam as partículas. É na excreção que estão os nutrientes capazes de alimentar o hospedeiro.

Bactérias, protozoários e fungos podem cumprir a função de digerir a celulose. Cabe lembrar que essa grande fonte de energia dos cupins está presente não somente em móveis, mas também em papéis e tecidos. Portanto, os destruidores de um armário podem afetar, igualmente, roupas ou documentos arquivados.

Como acabar com uma infestação de cupim

Agora que você já sabe bastante sobre cupins, chegou o momento de abordarmos o controle de pragas. Existe um mito de que é impossível livrar-se dessas criaturas, mas, na verdade, o que acontece é um manejo inadequado das soluções.

Primeiro, você deve criar barreiras físicas para impedir o avanço de cupim com asas. As revoadas de aleluias são bastante comuns na primavera e no verão. É durante os meses quentes que os reprodutores levantam voo e saem em busca de um par para a cópula.

Instalar telas nas portas e nas janelas dificulta o acesso dos siriris ao interior da edificação. O uso de armadilhas luminosas, que capturam insetos noturnos, também pode ser útil.

Para os casos de infestação comprovada, recorra à descupinização. A popular “dedetização de cupim” pode ser feita de duas maneiras: injeção focal e pulverização.

A popular “dedetização de cupim” pode ser feita de duas maneiras: injeção focal (foto) e pulverização.

Na injeção focal, aplica-se a substância curativa diretamente nos túneis escavados pelos cupins. O produto chega até o núcleo do ninho, eliminando os focos de infestação. Esse é o método recomendado para tratar móveis de luxo e outras peças delicadas.

Nos casos em que estruturas maiores estejam comprometidas, recorre-se à pulverização. Esse procedimento requer a evacuação do local por 24 horas para evitar a intoxicação dos habitantes.

Se você tem uma empresa e não pode interromper o trabalho completamente, nossa dica é escalonar a descupinização por setores. Dessa maneira, enquanto um departamento está interditado, os trabalhadores podem ser realocados para outros andares do prédio. A produtividade segue inalterada.

Preste atenção: apenas imunizadoras autorizadas podem realizar o controle de cupins. Esse serviço requer conhecimento técnico para que todas as normas de segurança sejam cumpridas. Além disso, os domissanitários utilizados são diferentes dos inseticidas.

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Área ocupada por insetos entre Bahia e Minas Gerais se estende por mais de 230 mil quilômetros quadrados

Quem é da roça sabe que a cena é um tanto comum a qualquer pasto que se preze: em meio ao tapete verdinho de grama, despontam da paisagem enormes morros maciços de terra, da cor de telha. São os chamados murundus, formação do terreno que pode passar fácil dos três metros de altura e é muito comum em diversas regiões do Brasil.

Você pode já ter ouvido falar deles como sinônimo para cupinzeiros, ou a casa de cupins – como se fosse a colmeia para as abelhas. Não é isso: ao invés de ninhos, tais montinhos são nada além da terra que os insetos movimentam enquanto escavam túneis subterrâneos, buscando folhas para alimentar a colônia. Ao invés de casas, então, murundus são resíduos de escavação de um enorme canteiro de obras debaixo da terra, que dão as caras na superfície.

Apesar de estarem sempre na vista, sua origem é, até hoje, alvo de discussões entre pesquisadores. Para alguns, tais deformações no relevo são fruto da ação física da água. Certos pedaços do solo, por terem concentração de metais mais elevada, seriam mais resistentes, sobrevivendo de pé à ação lenta da água moldando o relevo.

FONTE: super.abril

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