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Após quase 70 anos de guerra contra ratazanas, uma província canadense luta para manter o status exclusivo de único território do mundo livre da peste

Ratos são nossos bons companheiros. Excluindo as regiões polares, praticamente não há aglomeração humana, por menor e remota que seja, imune à presença deles. Especialmente do Rattus norvegicus, a popular ratazana. É a espécie mais comum entre nós, da qual deriva até o ratinho de laboratório. Essa cumplicidade indesejada vem desde que começamos a acumular restos de comida – resultado do início da agricultura, há 10 mil anos. Cerca de 4 mil anos mais tarde, o desenvolvimento das cidades representou para os ratos uma revolução tão grande quanto para nós: em nossos lares, eles encontraram conforto para se reproduzir em buracos nas paredes, no esgoto e em móveis velhos. Desde que viraram bichos urbanos, não precisam se afastar mais de 100 metr0s do lugar onde nasceram para ter uma vida farta. Até em lugares muito isolados, como a ilha de South Georgia, perto da Antártida, eles deram um jeito de chegar. E se multiplicaram tanto que viraram praga: em 2015, o governo local recorreu a 100 toneladas de veneno, lançado por três helicópteros, para exterminar nossos piores amigos – que insistem em voltar de navio.

Mas nenhum lugar do planeta se compara à província de Alberta, no Canadá. Com área de 660 mil km2, equivalente à soma de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, Alberta fechou a fronteira para os ratos. Não existem Rattus norvegicus convivendo com os 3,6 milhões de moradores do território. A façanha só foi possível com a ajuda da geografia e do clima – e uma dose gigantesca de paranoia.

Alberta começou a guerra contra os ratos em 1950 e só se declarou vitoriosa em 2002. Ainda assim, sofre com invasões pontuais, prontamente atacadas com extrema violência: o governo gasta 460 mil dólares canadenses (C$) por ano – cerca de R$ 1,1 milhão – para patrulhar as fronteiras, envenenando, incinerando ou até demolindo potenciais focos de invasão. Além disso, a população segue normas rigorosas para manter a peste banida.

Sobrevivendo no inverno
A geografia de Alberta dificulta o acesso dos ratos. Ao Norte, a divisa é com territórios formados basicamente por gelo. As Montanhas Rochosas, a Oeste, formam outra barreira natural para as ratazanas. No inverno, as temperaturas da província caem abaixo de -50 ºC. O acesso mais fácil dos roedores é pelo Leste, já que ao Sul fica uma vasta pradaria na fronteira com o Estado americano de Montana – cheia de predadores que fazem o trabalho sujo de graça para os vizinhos canadenses. Além disso, o rato comum (Rattus rattus) não sobrevive ao frio da região.

Na década de 1920, porém, casas e silos do território vizinho, Saskatchewan, começaram a ser ocupados por famílias de Rattus norvegicus, que suportam bem os invernos rigorosos, e se multiplicavam rapidamente. Três décadas depois, ratos foram identificados pela primeira vez em Alberta. “Não existem predadores naturais para eles na nossa região. O crescimento foi exponencial e colocava em risco toda a produção agropecuária”, declara Chelsea Himsworth, pesquisadora-chefe do Vancouver Rat Project, um centro multidisciplinar dedicado a estudar os hábitos dos ratos e como o contato deles com humanos impacta a sociedade. Apesar de a exploração de petróleo e a produção industrial estarem na base da economia de Alberta, a agricultura e a criação de gado também eram relevantes para as contas locais. A ameaça a esses setores motivou o então governador John James Bowlen a adotar medidas drásticas. Em 1950, ele lançou um plano de extermínio que precisaria do apoio compulsório de todos os habitantes. “É até hoje a tentativa mais ambiciosa de eliminar totalmente os roedores, considerando centenas de locais que já se propuseram a isso”, afirma Chelsea.

 (Marcio Moreno/Reprodução)

Nos primeiros três anos, o governo de Alberta apostou na formação de profissionais preparados para lidar com os bichos. E também divulgou campanhas educativas para a população, que, em geral, nunca tinha visto ratos domésticos na vida e não sabia identificá-los nem como lidar com eles. As campanhas estimulavam o uso de venenos agressivos, como arsênico, carbonato de bário e fosfito de zinco. Eles podiam ser comprados em mercados comuns ou adquiridos de graça em postos de atendimento do governo espalhados por toda a região. Para garantir que os venenos fossem usados da maneira correta e com segurança, seminários de instrução foram realizados nas cidades e povoados albertenses. E deu certo: não foram registrados incidentes envolvendo abuso dos produtos ou ingestão acidental por humanos.

Mas todo o esforço ruiu: os roedores, que em 1951 estavam espalhados por 180 km de fronteira a Leste, no ano seguinte já eram vistos por 270 km. As infestações, que avançavam no máximo 10 km Alberta adentro, em 1952 já estavam 60 km além dos limites territoriais. Os ratos roeram todo o investimento feito contra eles.

Guerra ao roedor
Para correr atrás do prejuízo, de 1953 a 1960, as ações de controle foram trocadas por ataques maciços. O governo colocou funcionários para aplicar quantidades maiores de produtos químicos em locais estratégicos. Logo no primeiro ano de guerra aberta, 63,6 mil kg de trióxido de arsênico em pó foram aplicados em 8 mil construções e 2,7 mil fazendas, dispostas ao longo de 300 km de fronteiras. O produto era espalhado no chão de todos os cômodos, do lado de dentro e de fora das paredes, exagero que envenenou açudes, arrasou plantações e matou gado.

Demorou meses para as pessoas saberem que o ataque do governo aos ratoscausava os prejuízos. Foi só a partir de 1954 que os moradores receberam cartas informando sobre as ações extremas que estavam em curso. Em meados dos anos 1950, a rede de funcionários públicos especializados em caçar ratos se espalhou pela fronteira e a peste parecia prestes a ser contida.

A essa altura do programa, a população já não precisava ajudar no extermínio, mas era obrigada a informar o governo sobre qualquer suspeita de roedores: de 1956 em diante, o morador que não colaborasse na caçada podia ser advertido pela Justiça e até multado. Além de comprar os venenos indicados pelo governo, era essencial instalar ratoeiras nas casas. Funcionários públicos fiscalizavam locais de grande concentração de comida, como silos, armazéns e depósitos de mercados, e puniam quem não estivesse prevenido.

A vitória ficou mais perto: os índices de avistamento despencaram de 640 registros anuais no início dos anos 1950 para 200 ocorrências em 1959 – no início da década de 1960, as notificações se limitaram a meros 40 km de fronteiras.

Conforme a política raticida vingava, a paranoia crescia. Em 1973, Calgary, maior cidade da província, teve quatro quarteirões fechados por três dias. Ninguém podia entrar, a não ser os moradores, e a circulação de carros e pedestres foi proibida. Tudo porque dois prédios vizinhos relataram simultaneamente o avistamento de ratazanas circulando nos fossos dos elevadores. De acordo com um segurança, o bicho parecia carregar um filhote na boca – sinal de que já havia reproduzido e iria colocar mais ratinhos no mundo. Para o tamanho da neurose de Alberta, o risco era real: um filhote vira adulto com 75 dias de vida e pode, se não estiver sozinho, é claro, gerar até 48 filhotes na sua curta existência de 24 meses.

Entre as décadas de 1970 e 1980, o avistamento de ratazanas se manteve estável, com 200 notificações anuais. Nos anos 1990, caíram para menos de cem. Mas o objetivo ainda não estava alcançado: registros pontuais da existência de roedores sinalizavam que, de alguma forma, eles ainda invadiam a província.

A volta dos que não foram
Em 2002, Alberta finalmente se declarou livre dos roedores: houve zero notificações no ano. Começava a fase de manutenção do status alcançado. O governo local teme que os roedores tragam para a região doenças que não existem por lá. Faz sentido: ratos provocam pelo menos 55 enfermidades. Isso acontece por culpa das pulgas e de outros parasitas que carregam no corpo e transportam para nós quando comem nossa comida, fazem cocô em nossas casas ou xixi na água que usamos.

Atualmente, as autoridades de Alberta estimam que a região ainda seja ocupada quase todos os anos – em 2012, e depois novamente em 2014, invasões de centenas de ratos deixaram a equipe de caça em alerta máximo. O status de “área livre de ratazanas” oscila: a região se declara assim por meses seguidos, até aparecer um novo foco.

Por isso, a guerra nunca acaba. Seis funcionários do Departamento de Agricultura, sob comando de Phil Merrill, são dedicados especialmente à zona de controle, uma área na fronteira Leste com 600 km de comprimento e 29 km de largura. Eles viajam por esse restrito perímetro em busca de sinais de ratazanas e, quando os encontram, usam fumaça, veneno e fogo. Escavadeiras entram em ação para demolir construções que abrigam ninhos – os donos desses imóveis são indenizados pelo governo depois. Celeiros e casas abandonados são derrubados sem piedade.

Sempre que necessário, outros 164 trabalhadores de controle de pestes são disponibilizados para ajudar. Os moradores continuam sendo educados para atacar roedores sempre que possível. Manter lixo em sacos, em vez de enterrar ou queimar os resíduos, é passível de multa pesada, e a imprensa dá destaque a qualquer aparecimento de ratos. Existe até uma linha telefônica exclusiva para quem desconfiar que avistou o animal: 310-RATS (7287).

Os benefícios compensam tanto trabalho? Aparentemente, sim. “A cada dólar canadense gasto para manter os ratos fora do território, evita-se um prejuízo de C$ 3,50 à lavoura e à saúde pública”, informa a assessoria de comunicação de Alberta. Ou seja, ser implacável com os roedores representa uma economia anual de R$ 2,8 milhões à província, que, oficialmente, comemora: “Tecnicamente, não somos alvo de nenhuma atividade de infestação de ratazanas. Elas não habitam em Alberta.”

12 mil é o valor máximo da multa prevista por posse ilegal de ratos em Alberta – a pena alternativa é de até 60 dias na prisão. Apenas zoológicos, universidades e instituições de pesquisa podem manter ratos em cativeiro.

Invasões bárbaras
O avanço das ratazanas pela América do Norte – até serem barradas por Alberta

1. 1770 – A chegada

Ratazanas desembarcam na região em navios vindos da Europa. Diferentemente do que o nome científico (Rattus norvegicus, ou “rato norueguês”) sugere, a espécie teve origem na China e na Mongólia, e não na Noruega.

2.1920 – Conquista do Oeste

Roedores aparecem em Saskatchewan, a leste de Alberta. À época, o avanço da espécie, rumo ao Noroeste, era de 24 km por ano. Inspirados pela província vizinha, Saskatchewan adotou um programa de controle de ratos em 1972.

3.1950 – Alerta vermelho

Primeiro registro da presença de ratos em Alberta e início do programa de controle. A população é intimada a combater os invasores e, para isso, recebe aulas de como reconhecer os animais e de como administrar venenos pesados.

4.2002 – Zona de conflito

Foi o ano em que não houve avistamento de ratazanas e Alberta se declarou livre delas. Hoje em dia, seis funcionários do Departamento de Agricultura inspecionam a zona de controle permanente, aniquilando ratos na região fronteiriça mais vulnerável da província.

FONTE: super.abril

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Os ratos são uma praga para a maioria das pessoas, mas fazem de tudo para continuar vivendo em nossa companhia. E conseguem.

Um dia você resolve limpar a despensa de casa e – surpresa! – descobre que o lugar está infestado de ratos. Os sacos de comida estão furados e vazios, nem as embalagens dos eletrodomésticos se salvaram. A presença dos bichos é repugnante, mas não há motivo para desespero, você pensa. Afinal, há no mercado um arsenal de ratoeiras e iscas envenenadas. Depois de armar uma arapuca perfeita, você vai dormir sossegado, certo de que os intrometidos estão com as horas contadas. Doce ilusão. No dia seguinte, as armadilhas estão intocadas. Os ratos não deram nem uma mordida. Em compensação, devoraram mais um pouquinho da comida que restava, como se adivinhassem suas intenções. Esses roedores são mesmo tão inteligentes?

Bem, se os ratos fossem assim tão fáceis de derrotar, eles não seriam um dos inimigos mais antigos – e odiados – da humanidade. Segundo o zoólogo americano Anthony Barnett, já faz 10 mil anos que tentamos nos livrar deles. “Convivemos com os roedores pelo menos desde que a agricultura começou”, diz Barnett, professor emérito da Universidade Nacional da Austrália e autor do livro The Story of Rats. Depois de tanto tempo de convivência, não é de espantar que os dentuços tenham aprendido nossas manias e nossas falhas e desenvolvido truques para conviver conosco sem correr muito risco.

Mas o convívio com a humanidade não mudou só a vida dos ratos. Segundo Barnett, esses animais, na mão contrária, alteraram a história da humanidade também. Especialmente na ciência, mas não só. Os gatos, por exemplo, que na antiga mitologia egípcia alcançaram o status de divindade, só foram admitidos nas casas depois que as pessoas perceberam sua utilidade na caça aos roedores. Até na Bíblia os ratos mereceram citação. Em algumas passagens, escritas há 3 mil anos, eles são classificados como “impuros”. Os homens tementes a Deus deveriam manter distância deles.

Essa rusga histórica teve dois momentos cruciais. O primeiro deles foi a fundação das primeiras cidades, há 10 mil anos, que, desde então, propiciam uma fonte inesgotável de alimento e abrigo para os roedores. “Nós fornecemos muita comida e boas condições de sobrevivência para eles”, afirma Neide Ortêncio Garcia, do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo. Tanto é assim que, dos milhares de tipos de roedores nas florestas capazes de sobreviver de vegetais e insetos, as três espécies mais numerosas do mundo são aquelas que vivem nos esgotos, nos depósitos e nas ruas das cidades. São elas a ratazana (Rattus norvegicus), o rato de telhado (Rattus rattus) e o camundongo (Mus musculus).

As grandes navegações, no século XIV, selaram de vez a aliança dos bigodudos conosco. A bordo das caravelas e de outras embarcações, essas três espécies se espalharam do seu local de origem – a Eurásia – para o resto do mundo. Poucas vezes, aliás, homens e roedores estiveram tão próximos. Eles infestavam os navios, e se alimentavam da mesma comida que os marinheiros. Matá-los ajudava os tripulantes a aliviar o tédio, mas também fornecia uma boa refeição. Um dos marinheiros de Fernão de Magalhães (1480-1521) – comandante da primeira viagem ao redor do mundo – relatou que lamentava comer biscoitos que fediam a urina de rato e não conseguir nenhum desses animais para comer. “Eles provavelmente eram uma boa fonte de vitamina C e ajudavam a aliviar doenças como o escorbuto”, afirma Barnett.

Nojento é relativo: até hoje nós desfrutamos dos ratos como alimento. Os irulas, um grupo étnico do sul da Índia, capturam milhares de ratos por ano, os cozinham e os colocam como ingredientes de uma farta (mas não necessariamente deliciosa) refeição. Para quem tem estômago forte e não se preocupa com doenças, o Larousse Gastronomique, um dos mais importantes livros de culinária do mundo, traz uma receita em que ratazanas e ratos devem ser limpos, despelados, temperados com óleo e cebolas e grelhados em fogo alto.

Duro de matar
Para as pessoas de paladar tradicional, no entanto, ter ratos na despensa não significa ter um item a mais no cardápio do mês, mas apenas um problema difícil de resolver. Entre os vários truques que ratazanas e ratos de telhado desenvolveram para evitar nossos ataques, está uma habilidade especial em evitar armadilhas e devorar apenas a comida saudável. Não se trata de um sexto sentido ou de uma esperteza diabólica: eles simplesmente têm aversão a objetos novos colocados em um ambiente conhecido, uma característica que os cientistas chamam de neofobia. Como as ratoeiras e o veneno são novidades, acabam intocados. Já a comida que estava lá…

É preciso astúcia para capturar um rato. “Existem muitas estratégias para enganá-los”, afirma Neide. Uma delas é colocar pequenos alimentos inofensivos durante dias, até que os ratos se acostumem a comê-los, e só depois acrescentar veneno. Outro truque é utilizar substâncias químicas que só fazem efeito mais de cinco dias depois de ingeridas, o que impede que os animais relacionem a morte de um de seus companheiros ao alimento ingerido. As ratoeiras só funcionam com espécies menos desconfiadas, como o camundongo. “O mais eficaz é retirar a comida disponível e, com ela, as condições de sobrevivência dos roedores”, diz Neide.

Por que exterminar os ratos? Porque eles transmitem doenças ao ser humano. São pelo menos 55 enfermidades, segundo Normam Gratz, biólogo aposentado da Organização Mundial de Saúde (OMS), que listou doenças transmitidas direta ou indiretamente pelos rabudos. Mas ele mesmo reconhece que o número certamente é maior. Nenhuma delas teve um impacto maior que a peste negra, que começou no século 14, na Ásia, e invadiu a Europa. Uma das hipóteses afirma que, durante uma batalha, guerreiros turcos, sem conseguir romper a muralha de uma cidade na atual Ucrânia, arremessaram cadáveres contaminados para dentro dos muros. A peste, causada por bacilos transmitidos por pulgas de ratos, espalhou-se rapidamente e matou cerca de 25 milhões de europeus – um terço da população do continente naquela época.

Mas a lista de doenças graves transmitidas por roedores não termina aí. A leptospirose, por exemplo, uma infecção provocada por uma bactéria que causa febre, dores e às vezes hemorragias e morte, é transmitida pela urina de ratos. A doença infecta centenas de pessoas todo ano e é um dos maiores riscos decorrentes de enchentes. E há ainda as enfermidades causadas por hantavírus, micróbios que vivem nas secreções dos roedores e são transmitidos pelo ar. Apesar de terem sido detectadas há poucas décadas, as doenças causadas por hantavírus já se espalharam pelo mundo e têm alto índice de letalidade. “Os ratos são uma rede global e subterrânea de transmissores de doenças”, diz Bartlett.

Especialistas e entediados
Graças à diversidade existente entre elas, as três espécies de ratos adaptadas ao homem ocupam habitats diferentes e acabaram por cobrir praticamente todas as possibilidades de convívio humano: camundongos, por exemplo, preferem lugares fechados (como um armário). Ratos de telhado são encontrados normalmente no ambiente que lhes dá o nome. Já as ratazanas costumam cavar buracos no chão e possuem uma habilidade impressionante para caminhar nesses túneis.

Em seu habitat, eles são eficientes como atletas profissionais em sua especialidade. Experiências com ratos em labirintos, que já são realizadas há mais de cem anos, desde 1900, mostraram que esses animais não só são capazes de aprender os caminhos com rapidez, mas também conseguem inventar atalhos e retornar sem dificuldades para o ponto de partida. Um biólogo comparou essa habilidade à de um pianista que, depois de aprender uma peça, consegue tocá-la de trás para a frente com a mesma desenvoltura. Nessa área, a inteligência dos roedores chega a rivalizar com a humana. Cientistas fizeram experiências em que estudantes universitários e ratos precisavam achar a saída de labirintos de desenho idêntico. Os humanos perderam de lavada: os roedores não só conseguiram acertar de primeira como gravaram mais rapidamente o percurso. No entanto, o desempenho dos estudantes melhorou com o tempo e, depois de muito treino, eles conseguiram trazer o troféu para a nossa espécie. Ufa!

Não se sabe ao certo qual a origem dessa incrível noção espacial, mas alguns fatores ajudam os ratos. Um deles são os bigodes, que funcionam como órgãos sensoriais e permitem que eles achem o caminho até mesmo no escuro. Também é importante o gosto natural por explorar ambientes novos. Mesmo faminto, um rato que seja colocado em um lugar desconhecido irá explorar o ambiente inteiro antes de partir para a refeição. Ele consegue com isso aprender os caminhos, encontrar novos parceiros, água ou abrigo e também, por incrível que pareça, aliviar o tédio. Os ratos tendem a preferir situações novas. E frequentemente se enjoam de atividades repetitivas. Se treinarmos uma cobaia para acender e apagar a luz da gaiola, ela a princípio ficará acionando o interruptor apenas pela diversão da mudança. Só quando estiver cansada da brincadeira é que deixará o quarto com a luminosidade que achar adequada.

O gosto por mudanças pode ser muito útil para o aprendizado dos roedores, como mostraram algumas experiências do psicólogo canadense Donald Hebb, um dos pioneiros da psicobiologia. Ele levou alguns ratos de telhado para sua casa, onde eles poderiam brincar com suas duas filhas, uma de cinco e outra de sete anos. Depois de um dia de diversão, esses felizardos se saíram muito melhor nos testes de laboratório que os colegas que ficaram presos no tédio das gaiolas.

A inteligência e o aprendizado dos ratos também se estendem ao principal fator da sua vida: a comida. Se tiver acesso a diversos tipos de alimento, um roedor comerá um pouco de tudo e manterá uma alimentação equilibrada em calorias e nutrientes. Algumas pesquisas indicam que o ser humano também teria essa habilidade inata, mas o acesso que temos hoje a comidas muito saborosas e pouco saudáveis bagunçou nossos hábitos alimentares. Apesar de terem uma dieta saudável por instinto, os ratos também aprendem com seus ancestrais os lugares que oferecem boas refeições e identificam, pelo cheiro de outros roedores, que comidas podem ser atacadas sem problema.

Comer (quase) sem frescura
Apesar de todo o conhecimento sobre os bichos, os cientistas ainda se deparam com peculiaridades. Em um experimento, antes mesmo de o estudo começar, um grupo de pesquisadores enfrentou um dilema: as ratazanas não gostaram do alimento que lhes foi dado, uma conhecida marca de cereal matinal. O teste só foi adiante quando alguém esqueceu por ali um pedaço da embalagem do cereal. Os ratos adoraram o petisco e a experiência finalmente foi feita.

Comida é fundamental para entender a sociedade dos ratos. É a comida, ou melhor, a quantidade dela, que determina o tamanho de uma população de ratos. “Quando há muito alimento, as fêmeas procriam mais”, afirma o biólogo Luiz Eloy Pereira, do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Em situações de fartura, as ratazanas têm uma gestação de apenas 22 dias, podem ter até 13 filhotes de uma só vez e engravidar novamente 21 horas depois de parir. Ou seja: em um ano, uma fêmea pode dar à luz mais de 200 felpudinhos.

Mas a superpopulação dá origem a conflitos, e a programação biológica das ratazanas também prevê essa situação. Se o ambiente já estiver lotado e com pouca comida, o número de filhotes será menor e, em alguns casos, a fêmea poderá até devorar alguns dos que nascerem. “Ratos lutam para dominar um espaço e também as fontes de comida. São animais territoriais que não aceitam invasões”, diz Luiz Eloy. As lutas entre machos envolvem patadas, arranhões, cortes e mordidas, mas nunca levam à morte, ou ao menos não diretamente. Experiências mostram que, quando ratos são colocados no ambiente de outros, os conflitos dão origem a três grupos de machos. Os primeiros, chamados de alpha, são grandes, movem-se livremente e atacam intrusos. Os segundos, apelidados de beta evitam os alpha, mas não têm dificuldade em se alimentar e sobreviver. Já o terceiro grupo (ômega) anda e come pouco, ganha uma aparência deprimida, perde peso e, se não tiver para onde fugir, morre.

O motivo desses óbitos ainda é um mistério para os cientistas, mas acredita-se que, de alguma forma, o estresse social debilita o sistema imunológico dos roedores e os torna mais suscetíveis a infecções. Pois é. Os ratos também têm seus párias.

Seus hábitos sociais complexos e sua capacidade de aprender, de procriar e de comer de tudo fizeram dos ratos as cobaias favoritas dos cientistas ao longo do século XX. Hoje, mais de 80% das pesquisas feitas com animais envolvem roedores (incluídos aí os coelhos e os porquinhos-da-índia), originando uma demanda que criou gerações e gerações de bichos que nunca viveram fora de ambientes controlados. Resultado: os animais de laboratório são hoje bichos muito diferentes de seus parentes selvagens. A ratazana de laboratório, uma das espécies mais utilizadas, adquiriu características diferentes, como perda da neofobia – aquela desconfiança de elementos estranhos ao seu hábitat, porque isso atrapalharia muito as pesquisas.

Hoje, há ratos de todo tipo, criados por empresas especializadas em desenvolver cobaias para pesquisas específicas. Para estudos sobre hipertensão, por exemplo, há cobaias que vêm “de fábrica” com pressão alta. Em outros casos, é preciso animais muito semelhantes uns aos outros, para diminuir a variabilidade de um indivíduo para outro. Para essas ocasiões, as empresas fabricam milhares de ratos com código genético idêntico, como se fossem gêmeos múltiplos. A última novidade, anunciada no mês passado, foi o rato com controle remoto. Funciona assim: os cientistas instalaram três eletrodos no cérebro do animal, dois deles dando indicações da direção que ele deve seguir. Quando ele segue a orientação, recebe uma descarga do terceiro eletrodo, plugado a uma região que fornece sensação de prazer ao bichinho. Graças a essas pesquisas, a ciência já conseguiu, ao menos nas cobaias, vencer inúmeras enfermidades que ainda afligem os humanos, como mal de Parkinson, nanismo, obesidade e vários tipos de câncer.

Toda essa pesquisa, no entanto, ainda não foi capaz de responder à pergunta que você se faz quando se vê ludibriado pelos ratinhos do seu porão: os ratos são inteligentes ou é tudo apenas instinto? “Não existe um consenso a respeito do que é aprendizado ou inteligência em animais”, afirma Anthony Barnett. “Tudo o que podemos dizer é que muitas vezes os ratos parecem pensar de modo mais rápido e lógico que nós.”

FONTE: super.abril

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O estudo começou como uma coincidência – e acabou revelando que gatos são bastante incompetentes nos ataques (ao menos em Nova York).

Gatos e ratos, sempre ouvimos dizer, são inimigos naturais. A regra sempre foi clara: os felinos são o pior pesadelo dos ratinhos. Essa ideia está tão marcada no senso comum que a gente até achava graça quando a cultura pop invertia essa lógica – no famoso desenho “Tom e Jerry”, o bobo gato Tom sofre por sempre ser enganado pelo inteligente e safo ratinho Jerry.

E não é que a vida quis imitar a arte? Segundo cientistas nova iorquinos, está comprovado: gatos são péssimos caçadores de ratos.

Pelo menos, foi o que mostraram os gatos estudados numa pesquisa recente. O principal autor, Michael Parsons, da Universidade Fordham, documentou os resultados no periódico “Fronteiras da Ecologia e da Evolução“.

Parsons queria, a princípio, estudar somente ratos. Mas não os fofinhos, branquinhos de laboratório, e sim aqueles em abundância nas ruas de Nova York. São as famosas (e horrorosas) ratazanas – ou Rattus rattus, no nome científico.

Para isso, ele começou a monitorar animais que viviam em um centro de reciclagem de lixo no Brooklyn – um paraíso para os roedores.

Parson e sua equipe pegaram cerca de 60 ratos. Pesaram, mediram e implantaram um microchip em cada um. Depois disso, eles liberaram os bichos de volta ao local de origem. No canto do centro de reciclagem em que os ratos mais frequentavam, os pesquisadores instalaram câmeras e armadilhas tecnológicas que detectavam a presença deles.

FONTE: super.abril

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Segundo cientistas, entender como funciona o mecanismo de dor nos roedores pode servir à criação de analgésicos mais potentes.

Wasabi, mostarda escura e rabanete cru são ingredientes que estão longe de serem consensos culinários. Afinal, precisam ser usados de forma sutil para proporcionar uma experiência agradável: basta exagerar um pouquinho na dose para provocar uma careta – acompanhada de uma sensação de picância que faz o olho lacrimejar e a boca adormecer. Isso acontece devido à ação do isotiocianato de alila, composto químico encontrado nesses alimentos e responsável pela ardência.

Não são apenas os humanos que sentem desconforto ao exagerar na quantidade de raiz forte. Estudos científicos provaram que isso vale também para aranhas, moscas e ratos de laboratório. Uma espécie, porém, faz inveja a esse grupo. Trata-se do rato toupeira-highveld, roedor nativo da África do Sul para quem o isotiocianato de alila não provoca efeito algum.

Você, leitor da SUPER, talvez se lembre da aura de bizarrice que envolve a espécie dos ratos-toupeira pelados (Cryptomys hottentotus pretoriae) – os primos carecas (e mais feiosos) dos highveld, que você pode ver abaixo.

Capazes de usar frutose, uma reserva de energia característica das plantas, os toupeira-pelados podem viver até 18 minutos sem ar. Além disso, estudos anteriores comprovaram sua estranha habilidade de nunca contrair câncer e serem imunes à dor causada por ácidos.

Graças ao trabalho de um grupo internacional de pesquisadores, publicado recentemente na revista Science, é possível adicionar mais um item à lista de super poderes à família dos ratos-toupeira.

FONTE: super.abril

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