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Iniciativa que visa combater a Covid-19 é uma ação complementar ao saneamento nas comunidades do Rio
Nesta sexta-feira (22), a Cedae leva às comunidades Juramentinho, Fubá (Campinho), Morro da Caixa D’água (Quintino), Vila São Miguel (Curral das Éguas), Juramento e Engenho da Rainha o programa de sanitização que vem realizando desde o mês de abril. A iniciativa, que visa combater a Covid-19, é uma ação complementar ao saneamento nas comunidades do Rio de Janeiro e é realizada por empresa especializada contratada pela Companhia. (abaixo programação atualizada)

A desinfecção é conduzida por agentes especializados, com equipamentos de proteção individual (EPIs), que utilizam nebulizador a frio para borrifar produto com efeito desinfetante (quaternário de amônia de quinta geração e biguanida polimérica – phmb) nas vias e equipamentos públicos das localidades. A técnica e princípio ativo do são os mesmos utilizados pelo governo chinês em ruas daquele país como forma de combate ao novo coronavírus. O produto age como uma película que mata os micro-organismos do local (vírus, bactérias, fungos e ácaros) e mantém a superfície desinfetada por até 30 dias, dependendo da ação externa e circulação de pessoas.

Desde o início do programa, já foram atendidas as comunidades  do Vidigal; Vila Parque da Cidade; Chácaras do Céu; Mangueira; Tuiuti; Barreira do Vasco; Jacarezinho; Rio das Pedras; Muzema; Tijuquinha; Vila da Paz; Cidade de Deus; Praia da Rosa e Sapucaia (Ilha do Governador); Rocinha; Complexo da Maré; Complexo do Dique; Furquim Mendes; Vigário Geral; Parada de Lucas; Complexo do Alemão; Complexo de Manguinhos; Arará; Complexo da Penha; Complexo do Caricó; Complexo do Turano; Ladeira dos Tabajaras; Morro dos Cabritos; Cantagalo; Pavão e Pavãozinho; Providência; Pedra Lisa; Silva Vale; Jardim Primavera (Cavalcanti); Complexo do Urubu; as comunidades do Guarabu e Morro do Dendê (Ilha do Governador); Complexo de Acari; Mata Machado, Tijuaçu e Furnas (Alto da Boa Vista); Morro da Formiga; Meringuava (Taquara); Vila Kennedy;  Carobinha (Campo Grande); Vila Aliança (Bangu); Vila União de Curicica, Batan; Jardim Novo; Comunidade da Light; Cosme e Damião; São Sebastião; Frederico Falhauber e Vila João Lopes.

O serviço é realizado diariamente, de segunda-feira a sábado. O cronograma de cada semana será divulgado na semana anterior. Segue abaixo a programação até sábado (23/5).:

22/5 – Juramentinho
22/5 – Fubá/ Campinho
22/5 – Morro da Caixa D’água (Quintino)
22/5 – Vila São Miguel (Curral das Éguas)
22/5 – Juramento
22/5 – Engenho da Rainha
23/5 – Cidade Alta
23/5 – Picapau
23/5 – Brás de Pina (Cinco bocas)
23/5 – Complexo do Chaparral
23/5 – Complexo do Caju



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), está realizando sanitização e desinfecção de ambientes em órgãos e entidades do Executivo. O trabalho é realizado por meio de uma parceria firmada com o Tribunal Regional do Trabalho – 23ª região e o Ministério Público do Trabalho, que têm apoiado diversas ações do Estado no combate ao coronavírus.

A medida visa garantir a manutenção das medidas sanitárias preventivas à disseminação da Covid-19, protegendo os servidores públicos que estão atuando em escala de revezamento e, consequentemente, a população que frequenta esses órgãos.

Já passaram pelo procedimento as secretarias de Planejamento e Gestão, Educação, Assistência Social e Cidadania, e Fazenda, incluindo os postos fiscais. Outras secretarias também passarão pelo procedimento.

A limpeza e a desinfecção de superfícies e ambientes que a Seplag está realizando, aliadas ao uso da máscara e do álcool 70%, são essenciais na prevenção da Covid-19. São realizadas com quaternário de amônia de última geração, produto químico com registro na Anvisa que produz um resultado altamente eficiente e superior ao cloro e o hipoclorito de sódio.

O serviço tem sido realizado por meio de técnicas de nebulização, atomização ou termonebulização e inclui paredes, tetos, pisos e mobiliários, conforme orientações do Ministério da Saúde.

Para o titular da Seplag, Basílio Bezerra, essa descontaminação dos ambientes públicos é fundamental para que os servidores trabalhem mais protegidos.

“Temos adotado todos os cuidados necessários de combate na disseminação do coronavírus e essa é mais uma ação que faz parte dessas medidas preventivas. Precisamos proteger aqueles que tocam a máquina pública. Essa é nossa grande preocupação neste momento de pandemia”.

Outras parcerias

O TRT e o MPT têm sido parceiros do Estado em várias ações de combate ao coronavírus. Por meio de parceria firmada por intermédio da Seplag já foram viabilizados R$ 1,05 milhão para compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais da segurança pública. Ainda foram entregues cerca de 150 mil máscaras de proteção artesanais para servidores do Estado e população, cinco mil máscaras N95 para profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e óculos de proteção.

O envio dos recursos foi aprovado pelo Comitê Interinstitucional Gestor de Ações Afirmativas, formado pelo TRT de Mato Grosso, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O juiz auxiliar da presidência do TRT, Ivan Tessaro, ressaltou a parceria com a Seplag em prol dos servidores e a população.

“Mais uma vez nos associamos à Seplag haja vista que o projeto apresentado atende aos fins buscados pelo comitê, que prima por ambientes de trabalho mais saudáveis. Além disso, neste caso em particular, o benefício será para toda a sociedade, pois o atendimento presencial nos órgãos públicos de todo os Estado se dará em locais com menor risco de contágio em face das medidas de sanitização e desinfecção viabilizadas pelo repasse do valor feito pelo comitê”.

Também foram viabilizados recursos para aquisição de cerca de 4 mil cestas básicas para a campanha “Vem ser mais Solidário- MT unido contra o coronavírus”, liderada e coordenada pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.

Todos os recursos doados para ajudar no combate a pandemia da Covid-19 advêm de ações ajuizadas pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso (MPT-MT).

Conforme a procuradora-chefe em exercício do MPT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, é essencial que todas as instituições somem esforços para minimizar os efeitos da pandemia de Covid-19 e que, em todo o país, seja garantindo aos servidores condições de trabalho seguras.

“O fomento de iniciativas que visam a melhoria de tais condições tem sido o foco mais recente de atuação do Ministério Público do Trabalho, que por meio da destinação de recursos provindos de ações judiciais, tem, em conjunto com a Justiça do Trabalho, possibilitado várias ações”.


Seguindo o planejamento que envolve várias ações para o combate e controle do novo coronavírus (Covid-19), a Prefeitura de Porto Velho continua trabalhando na programação de sanitização de diferentes espaços de uso coletivo, ação coordenada pela Subsecretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb).

O cronograma que diariamente atende unidades de saúde e mercados municipais, inclui ainda secretarias que contam com um público maior de colaboradores, mesmo com o revezamento de servidores adotado para evitar aglomerações, a exemplo da Secretaria Municipal de Administração (Semad), que a pedido do secretário Alexey da Cunha Oliveira, foi desinfectada no último dia 19 e também do prédio do Relógio, onde atualmente funciona o gabinete do prefeito, Hildon Chaves, sanitizado na quarta-feira (20).

Para atender a programação diária e também semanal de praças e feiras livres são cinco equipes compostas por quatro pessoas que fazem o serviço de atomização, que seria a dispersão do produto “quaternário de amônia” de forma tipo nebulização, além de dois caminhões hidrojatos que atuam em ambientes maiores como pátios, praças e feiras livres.


O prédio da sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) passará por sanitização e desinfecção nesta quarta-feira (20.05). Os trabalhos na sede foram suspensos durante todo o dia, porém, os servidores continuarão com o teletrabalho.

Segundo a secretária de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, essa é uma ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), que viabilizou recursos por meio de parceria com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Mato Grosso e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para a desinfecção de todos os prédios das secretarias e órgãos públicos do Estado, como medida de prevenção e combate à Covid-19.

“A SEDUC JÁ VEM TOMANDO TODOS OS CUIDADOS DE PREVENÇÃO À COVID-19, COM O USO OBRIGATÓRIO DE MÁSCARAS E DE ÁLCOOL 70% POR TODOS OS SERVIDORES E AGORA VAMOS FAZER A DESINFECÇÃO DO PRÉDIO. ESTAMOS ZELANDO PELA SEGURANÇA E SAÚDE DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO”.

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) provocou crescimento exponencial na demanda pelos serviços de sanitização em todo o País. No Estado, dados da Associação Mineira das Empresas Controladoras de Pragas (MinasPrag) dão conta de um aumento de 1.000% na contratação do serviço. No entanto, o setor alerta para limitação das medidas no combate à doença.

De acordo com o presidente da entidade, Cezar Gomes Tameirão, antes da chegada do vírus ao País, a demanda pelos serviços se concentrava em setores específicos, como indústrias alimentícias e de saúde, mas agora tem ocorrido em diversas áreas, tanto no setor público quanto no privado. “Algumas empresas faziam dois ou três serviços do tipo por ano e, no último mês, atendemos mais de 50 solicitações”, citou.

Neste sentido, ele alertou para o cuidado com a disseminação de informações falsas quanto à eficácia da sanitização. “O objetivo é reduzir ao máximo a carga microbiana nas superfícies, equipamentos e ambientes, ou seja, reduzir microrganismos críticos à saúde em níveis considerados seguros, com base em parâmetros estabelecidos. Além disso, sua eficácia é comprometida por qualquer novo contato infeccioso”, explicou.

Por isso, conforme o presidente da associação, o serviço é considerado complementar às demais medidas no combate ao coronavírus e deve ser feito com frequência, a depender do volume de pessoas em circulação e destinação do ambiente.

“A sanitização não tira a importância dos cuidados com a higiene e do uso de máscaras pelas pessoas. Pelo contrário. Se isso não for mantido, a eficácia do processo é zero. Já a periodicidade com que o serviço deve ser feito varia de caso a caso. Mas no caso de hospitais, por exemplo, é indicado que seja diariamente”, disse.

Tameirão também falou que durante o processo de sanitização ou desinfecção de ambientes são utilizados saneantes que são substâncias ou preparações químicas destinadas ao processo, seja em domicílios, ambientes coletivos ou públicos. Ele lembrou que, por serem produtos químicos, precisam ser chancelados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Controle de Pragas Urbanas também tem se mostrado como um serviço essencial diante da pandemia, na medida em que algumas pragas como ratos, baratas e formigas têm o hábito de transitarem pelas galerias de esgotos e ambientes contaminados dos grandes centros urbanos, os quais podem estar contaminados pelo vírus. Sendo assim, além de serem vetores de várias outras doenças já conhecidas, esses bichos também podem transmitir o coronavírus.

Vale lembrar que pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) detectaram o vírus em amostras dos esgotos de Belo Horizonte e Contagem, na RMBH.

Com o aumento da demanda, tem se mostrado necessária também a qualificação. Assim, a MinasPrag e demais associações do País têm promovido eventos e reuniões para que empresas devidamente legalizadas compartilhem informações relevantes para a qualificação da prestação dos serviços, desenvolvimento e profissionalização do setor.

Mosquitos, baratas e ratos em condomínios não são apenas um transtorno aos moradores. São um perigo à saúde pública. Em regiões densamente povoadas, um único registro de dengue ou leptospirose pode dar início a uma epidemia. Por isso, é importante conhecer o papel de cada pessoa na prevenção de riscos.

Controle de pragas em apartamentos
A rigor, o proprietário deve zelar pela estrutura do imóvel. Gastos com manutenção, por exemplo, são de sua responsabilidade. Entram aí a troca de encanamentos antigos ou o conserto de rachaduras.

No caso de um apartamento alugado, cabe ao inquilino arcar com as reparações decorrentes do uso do local. Trata-se da pintura, da substituição de fusíveis queimados e da limpeza de canos entupidos.

Já o dever quanto ao controle de pragas depende das circunstâncias. Se a infestação por baratas for uma questão crônica, anterior à chegada do locatário, quem paga pelo serviço é o dono do imóvel. Numa situação pontual, como o surgimento repentino de cupins, a despesa fica a cargo do inquilino.

Vale ressaltar que alguns condomínios exigem de seus moradores o controle preventivo de insetos e roedores. A frequência mínima para a realização do serviço é estipulada em estatuto ou assembleia. A contratação fica sob responsabilidade de cada morador e vale apenas para sua área individual. O descumprimento da regra pode acarretar medidas legais, já que infestações podem se alastrar e prejudicar outros apartamentos.

Controle de pragas em áreas comuns do condomínio
No entanto, prédios e conjuntos habitacionais possuem espaços de uso comum – corredores, lavanderia, playground, jardins, entre outros. Não é raro que surjam ratos nas saídas de esgoto ou pombos no telhado, afetando os condôminos de modo geral.

Quem responde por esses espaços é o síndico, em nome de todos os moradores. A contratação de uma empresa para o controle de pragas também deve ser decidida em assembleia. O investimento é coberto com as taxas já pagas pelos inquilinos.

A manutenção preventiva costuma ser o meio mais barato e seguro de evitar incidentes. Na falta de cuidados, a infestação pode piorar rapidamente e causar danos aos habitantes do lugar. Constatada a negligência, o síndico pode ser responsabilizado judicialmente, tendo que indenizar a massa condominial.

Portanto, devem-se adotar boas práticas em todas as áreas comuns:

– Não depositar lixo em locais impróprios;

– Manter as tampas dos ralos e dos bueiros fechadas;

– Recolher sobras de alimentos após o uso de quiosques e churrasqueiras.

Esses hábitos podem tornar-se regras do condomínio, reforçadas nas reuniões ou em cartazes afixados nos prédios. Além disso, sugere-se manter um calendário para o controle preventivo de pragas, pois esses serviços precisam ser renovados regularmente, o que assegura sua eficácia.

FONTE: G1

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Por dois motivos. O primeiro é que a quantidade de sangue que o inseto suga de uma pessoa é muito pequena, assim como a concentração de partículas virais. A maioria dos infectados com HIV não possui níveis detectáveis de vírus no sangue (o que não é o caso de pessoas contaminadas com dengue, por exemplo). E os que possuem ainda assim têm níveis muito baixos – bem abaixo do necessário para transmissão de outras doenças virais. O outro motivo é que o HIV, diferentemente do vírus da malária e da febre amarela, por exemplo, não se multiplica dentro dos insetos – pelo contrário, é destruído.

Mesmo que carregassem quantidade suficiente de vírus, mosquitos não são como seringas: a regurgitação de saliva ocorre por uma passagem e a ingestão de sangue por outra

Esmagá-lo no braço também não transmite a doença, porque a concentração viral é pequena

FONTE: super.abril

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Depois das plantas geneticamente modificadas, a ciência dá o passo seguinte - e cria um animal transgênico. Será que isso é uma boa ideia?

Você nasce, cresce, chega à idade adulta. Em dado momento, sai por aí em busca da sua cara-metade – ou, colocando a questão menos romanticamente, atrás de alguém para satisfazer o impulso de fazer sexo (ah, os hormônios…). O problema, por assim dizer, é que você carrega um segredo dentro de si. Um segredo terrível, que vai destruir a sua própria espécie. Parece um conto bíblico, mas é real: é a história do OX513, um mosquito geneticamente modificado que foi criado pelo homem com a missão de extinguir o Aedes aegypti e acabar com a epidemia de dengue. Depois de criar versões transgênicas de plantas como o milho e a soja, agora a humanidade modifica o DNA de um bicho e se prepara para liberá-lo na natureza. Aqui mesmo no Brasil – onde fica a primeira fábrica de mosquitos transgênicos do mundo.

Mosquitos são criaturas terríveis. Estima-se que eles tenham sido responsáveis por metade de todas as mortes de seres humanos ao longo da história. Ou seja, mataram mais gente do que qualquer outra coisa. Isso acontece porque, como se multiplicam rápido e em enormes quantidades, são excelentes transmissores de doenças – como a dengue, que é causada por um vírus chamado DENV. O mosquito pica uma pessoa infectada, adquire o vírus, e o espalha para outras pessoas ao picá-las também. A dengue é uma doença séria, que pode matar, e um grande problema no Brasil: em 2013, o Ministério da Saúde registrou 1,4 milhão de casos, mais que o dobro do ano anterior. Tudo culpa do Aedes aegypti. Ele é um mosquito de origem africana, que chegou ao Brasil via navios negreiros, na época do comércio de escravos. E hoje, impulsionado pela globalização, levou a dengue a mais de cem países (na década de 1970, apenas nove tinham epidemias da doença). Os números mostram que, mesmo com todos os esforços de combate e campanhas de educação e prevenção, o mosquito está ganhando a guerra.

Entra em cena o OX513A, que foi criado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Ele é idêntico ao Aedes aegypti – exceto por dois genes modificados, colocados pelo homem. Um deles faz as larvas do mosquito brilharem sob uma luz especial (para que elas possam ser identificadas pelos cientistas). O outro é uma espécie de bomba-relógio, que mata os filhotes do mosquito. A ideia é que ele seja solto na natureza, se reproduza com as fêmeas de Aedes e tenha filhotes defeituosos – que morrem muito rápido, antes de chegar à idade adulta, e por isso não conseguem se reproduzir. Com o tempo, esse processo vai reduzindo a população da espécie, até extingui-la. Recentemente, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, um órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, aprovou o mosquito. E o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a permitir a produção em grande escala do OX513A – que agora só depende de uma última liberação da Anvisa. A Oxitec, empresa criada pela Universidade de Oxford para explorar a tecnologia, acredita que isso vai ocorrer. Tanto que acaba de inaugurar uma fábrica em Campinas para produzir o mosquito.

O OX513A já foi utilizado em testes na Malásia, nas Ilhas Cayman (no Caribe) e em duas cidades brasileiras: Jacobina e Juazeiro, ambas na Bahia. Deu certo. Em Juazeiro, a população de Aedes aegypti caiu 94% após alguns meses de `tratamento¿ com os mosquitos transgênicos. Em Jacobina, 92%. As outras formas de combate, como mutirões de limpeza, campanhas educativas e visitas de agentes de saúde, continuaram sendo realizadas. “Nós não paramos nenhuma ação de controle. Adicionamos mais uma técnica”, diz a bióloga Margareth Capurro, da USP, coordenadora técnica das experiências. Há indícios de que o mosquito transgênico funciona. Mas ele também tem seu lado polêmico.

VIDA ARTIFICIAL

Há quatro anos, quando os mosquitos da Oxitec chegaram à Malásia para uma das primeiras rodadas de teste, surgiu uma preocupação. Quando um organismo geneticamente modificado é introduzido na natureza, seja ele uma planta ou um animal, é complicado prever tudo o que pode acontecer – e muito difícil contê-lo se alguma coisa der errado. Em tese, os mosquitos transgênicos não têm como se espalhar. Três a quatro dias depois de serem soltos, e de fazer sexo com uma fêmea, eles simplesmente morrem. Seus filhotes não conseguem crescer, e também morrem. E a história acaba aí. Mas, e se o mosquito OX513A sofresse uma mutação, e se tornasse imune ao gene letal? Afinal, é assim que a evolução funciona. Mutações são inevitáveis. “Todas as espécies agem para burlar os fatores que tentam exterminá-las”, afirma o biólogo Carlos Andrade, da Unicamp. Se o inseto transgênico conseguisse vencer o gene letal, ele poderia se reproduzir livremente – e se tornaria incontrolável. Foi essa a preocupação do grupo ambientalista inglês EcoNexus, que enviou uma carta às autoridades da Malásia. “Os [insetos] transgênicos podem não ser completamente erradicados do ecossistema, com consequências perigosas.” A Oxitec diz que não há risco. Ela estima que até 5% dos filhotes transgênicos poderão sobreviver ao gene letal, e chegar à idade adulta. Mas eles serão menores e mais fracos do que os mosquitos “selvagens”, e por isso não conseguirão se reproduzir. Mesmo se conseguirem, em tese não terão nenhuma característica que os torne mais perigosos que o Aedes comum. Além disso, como eles são criados em laboratório, seu DNA pode ser monitorado. “Os dois genes [que foram] inseridos são muito estáveis. A linhagem OX513A foi criada em 2002, e até agora teve mais de cem gerações em laboratório, sem nenhuma mudança nos genes inseridos”, afirmou a empresa em nota enviada à SUPER.

GUERRA DOS SEXOS

Os mosquitos machos se alimentam de frutas, e por isso não picam. Quem pica é a fêmea, que precisa de sangue humano para nutrir seus ovinhos. É ela que transmite a dengue. Por isso, as fêmeas de OX513A são separadas no próprio laboratório. Algumas são mantidas em cativeiro, para reproduzir a espécie, e as demais são mortas (veja no infográfico). Apenas os machos, que não picam, são liberados na natureza.

O processo de separação não é perfeito. Até 0,2% dos mosquitos liberados são fêmeas, que podem picar seres humanos. Não é uma quantidade insignificante. A fábrica da Oxitec em Campinas tem capacidade para produzir 500 mil mosquitos machos por semana, podendo ser ampliada para 2 milhões. Isso significa que, devido à margem de erro, mil a 4 mil fêmeas seriam liberadas a cada semana. E elas poderiam transmitir dengue. A Oxitec questiona essa possibilidade. “Para transmitir dengue, a fêmea primeiro tem de pegar dengue”, diz Sofia Pinto, supervisora de produção dos mosquitos. O ciclo da dengue, em que o mosquito pega o vírus de uma pessoa e o transmite para outra, leva cerca de dez dias. Um estudo 1 revelou que em condições ideais, de laboratório, as fêmeas de OX513A podem alcançar 16 dias de vida. Mas, segundo a Oxitec, isso não ocorre na natureza – onde os insetos transgênicos não sobrevivem mais de quatro dias. Ou seja: em tese, as fêmeas liberadas acidentalmente não teriam tempo de espalhar a doença.

O impacto ambiental é outra questão relevante. Uma eventual extinção do Aedes aegypti não poderia acabar criando um desequilíbrio ecológico? “Não acredito que vamos ter efeitos negativos, porque esse mosquito é uma espécie invasora”, diz Glen Slade, diretor da Oxitec. O mosquito da dengue já chegou a ser erradicado no Brasil, na década de 1950, e só voltou nos anos 80 (vindo da Ásia). “Não existe animal que viva nos criadouros desse mosquito, como caixas d¿água e vasos de plantas. E animais como lagartixa, sapo, pássaro comem qualquer inseto que voe, não só esse mosquito”, explica Margareth Capurro, da USP. “Ele é uma praga. Não faz parte do ecossistema. É um mosquito que vive somente nas áreas urbanas, completamente associado ao homem”, completa. Ou seja, os predadores naturais do Aedes não vão passar fome. Mas existe, sim, uma possibilidade de desequilíbrio ambiental: o nicho ecológico do Aedes aegypti ser ocupado por outra espécie. Um possível candidato é o Aedes albopictus, que também transmite dengue. Tanto que a Comissão Nacional de Biossegurança condicionou a aprovação do mosquito transgênico a uma exigência: a Oxitec deverá monitorar a população de Aedes albopictus, para detectar com antecedência uma eventual proliferação dessa outra espécie.

Apesar de todos os poréns científicos, a crítica mais forte ao inseto transgênico está relacionada a algo trivial: a quantidade de mosquitos necessária. O OX513A é fisicamente mais fraco do que o mosquito natural, e por isso tem que ganhar em número. Para que a técnica dê certo, e o transgênico consiga acasalar com as fêmeas (para gerar descendentes inférteis e acabar com a espécie), é preciso liberar uma quantidade enorme dele: dez mosquitos transgênicos para cada mosquito selvagem. Na prática isso significa que, para tratar uma área bem pequena, com apenas 10 mil habitantes, seria preciso liberar 2 milhões de mosquitos por semana durante a fase inicial de tratamento, que dura de quatro a seis meses. Isso é alvo de críticas de alguns especialistas. “Liberar milhões de mosquitos numa área de alguns quarteirões urbanos é insano. É forçar para dar certo”, diz o biólogo Carlos Fernando Andrade, da Unicamp. “Para tratar 1 milhão de pessoas, 10 milhões de pessoas, precisaríamos criar muitas fábricas”, admite Glen Slade, da Oxitec. Ou seja: a quantidade necessária de mosquitos OX513A para erradicar a dengue, num país do tamanho do Brasil, pode acabar sendo inviavelmente grande. “Criar mosquito para depois matar mosquito não é nada inteligente. E, no caso de se usar transgênicos, é caro”, afirma Andrade. A Oxitec estima que, para tratar uma cidade pequena, de 50 mil pessoas, o custo fique entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões no primeiro ano (em seguida, R$ 1 milhão anual para manutenção). “Com boas práticas domésticas e do poder público, evitando água parada, não se cria o vetor [o Aedes aegypti]”, diz Andrade.

O OX513A pode acabar se mostrando uma solução sofisticada demais para um problema que pode ser atacado com medidas mais simples. Talvez a vacina contra o vírus da dengue (leia texto abaixo) acabe funcionando e torne desnecessário o uso de mosquitos transgênicos. Ou, quem sabe, o inseto geneticamente modificado venha a ser liberado em grande volume – e de fato consiga exterminar o Aedes aegypti. E a humanidade terá conseguido extinguir uma espécie usando outra espécie – que ela mesma criou.

* * *
E a vacina?
Seria muito mais fácil controlar a dengue com uma vacina. E ela pode estar perto de virar realidade. Num estudo 2 feito na Ásia, 10 mil crianças receberam uma vacina experimental, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Entre elas, houve 56,5% menos casos de dengue. Ou seja: a vacina não é perfeita, mas parece fazer efeito. O problema é que só imuniza contra três dos quatro subtipos de vírus da dengue – e os cientistas ainda não sabem o porquê. Há outro estudo em curso, com 20 mil voluntários espalhados por Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico.

FONTE: super.abril

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Por que pernilongos picam algumas pessoas sempre e outras não?
E como eles alcançam áreas cobertas do corpo?

Ninguém é imune a picadas nem tem o sangue mais ou menos apetitoso. Mas, dependendo do dia, uma pessoa pode estar mais atrativa do que outras. Mosquitos dependem de estímulos para escolher a vítima e são atraídos pela silhueta, pelos movimentos e pelo cheiro. Suar muito, veja só, produz ácido lático, cujo perfume é atraente para os insetos. O CO2 exalado na respiração também desperta interesse dos pernilongos, o que explica aquele torturante zumbido perto do ouvido à noite. O mesmo vale para o odor do pé, vulgo chulé.

Para se safar sem inseticidas ou repelentes, a estratégia é fazer o corpo cheirar diferente e confundir o inimigo: vale ingerir alho e cebola – alimentos cujo odor exala pela pele – ou usar loções, perfumes, desodorantes e cremes – nada específico, tem que testar.

Sobre ser picado por baixo da roupa, nem todo pernilongo é capaz dessa façanha. Algumas espécies que vivem em ambientes menos urbanos conseguem enfiar a tromba (ou probóscide) através das grossas peles de capivaras, preás, pássaros e macacos. Para esses, atravessar camisetas e até jeans é bico.

FONTE: super.abril

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Sanitização de Ambientes é um processo de higienização e eliminação de agentes causadores de infecções, alergias, patógenos que causam bronquite, asma, renite dentre outros desconfortos provenientes de fungos ou mofos. ... Ao ser aplicada, cria uma camada protetora que age impedindo a proliferação de fungos e bactérias.

Mesmo após uma boa faxina, o ambiente ainda pode conter fungos, bactérias e ácaros. O problema se agrava em locais com grande circulação de pessoas. Por isso, você precisa recorrer aos serviços de sanitização, que eliminam microrganismos nocivos e previnem a proliferação de doenças. A seguir, saiba tudo sobre esse tipo de procedimento.

O que é a sanitização de ambientes?
Trata-se de um trabalho que combate agentes patogênicos como bactérias, ácaros e fungos. Artigos de limpeza comuns, como vassouras e detergentes, não são eficazes para eliminar essas ameaças invisíveis, então é preciso recorrer a equipamentos especiais.

Para que serve a sanitização de ambientes?
Em linhas gerais, para garantir benefícios à saúde das pessoas, proporcionando leveza e bem-estar aos recintos. O acúmulo de bactérias, vírus e outros microrganismos impede que se que viva uma rotina plenamente saudável. Logo, a sanitização ajuda a frear a disseminação de doenças respiratórias, como rinites e resfriados.

Ainda, esse procedimento contribui na conservação de alimentos e objetos. Sem mofo ou bactérias para deteriorar os materiais, mantém-se a vida útil dos produtos por mais tempo.

Como a sanitização é feita?
A substância sanitizante é aplicada por uma equipe de especialistas. A única exigência é o isolamento do local pelo período em que durar o serviço. Os profissionais usam aparelhos de alta tecnologia e equipamentos de proteção individual adequados.

A ação química do produto forma uma película protetora nas paredes do ambiente, que ficam protegidas contra a proliferação de microrganismos. O tempo de aplicação depende diretamente do tamanho do espaço a ser sanitizado.

Poucas horas após o procedimento, pessoas e animais já podem retornar à área. O produto sanitizante é livre de riscos, pois não é inflamável nem corrosivo.

Quais estabelecimentos devem recorrer ao procedimento?
Qualquer residência ou estabelecimento comercial pode recorrer à sanitização de ambientes. Recomenda-se esse trabalho, especialmente, para endereços com grande circulação de pessoas.
A combinação de umidade, suor e temperaturas mais altas é comum em salas fechadas. Essa é a receita ideal para que colônias de bactérias aumentem. Boates e academias, por exemplo, devem recorrer à sanitização periodicamente, como já comentamos neste blog.
No caso de fábricas, devido ao elevado número de colaboradores em atividade, há de se considerar o risco de contaminação da produção. Dependendo do segmento – caso da indústria alimentícia, entre outras –, pode haver consequências para a saúde pública.
Falando nisso, clínicas, consultórios e hospitais também merecem atenção especial. Os pacientes carregam vírus e bactérias da rua. Portanto, a qualidade da limpeza é a chave para a prevenção e o combate a infecções.
Por fim, ainda podemos citar a necessidade da sanitização em escritórios, lojas, hotéis, pousadas, motéis e até mesmo veículos de passageiros. Já em se tratando de propriedades na zona rural, o serviço é importante para preservar a saúde tanto de pessoas quanto de animais.

É preciso renovar o serviço?
Sim. Recomenda-se que o serviço de sanitização de ambientes seja realizado a cada três meses. Essa medida garante a máxima eficácia do produto sanitizante.

Existe outra maneira de purificar o ar?
Existe. Além da sanitização tradicional, você pode realizar a aplicação do ozonizador. O aparelho desinfeta o ar, eliminando mofo, ácaros, bactérias e uma série de outros microrganismos. O equipamento é portátil, tem baixíssimo consumo de energia e não possui contraindicação para pessoas alérgicas, já que não utiliza químicos. É uma alternativa para remover odores ruins do ambiente, como cheiro de cigarro.

O que mais pode ser feito pela limpeza do ambiente?
É importante assegurar a correta higienização de cortinas, sofás e camas. Aliás, o acúmulo de ácaros num travesseiro pode ser a razão para espirros, coceira e até falta de ar. Esses pequenos aracnídeos comprometem bastante a qualidade do sono de um hóspede.
Sendo assim, recomendamos a sanitização de estofados. O procedimento é feito com um aparelho projetado para a limpeza profunda de camas, colchões, tapetes, sofás, cadeiras, berços, travesseiros, almofadas, cortinas, lençóis e outros tipos de tecidos. A renovação do serviço deve ser feita a cada quatro meses.
Quer experimentar o serviço antes de decidir se vai comprar? Clique na imagem abaixo e agende sua demonstração gratuita de Sanitização de Colchão, Tapetes e Estofados.

Quem realiza a sanitização de ambientes?
A Insetcid Dedetizadora conta com equipes treinadas e capacitadas para realizar o procedimento. A empresa oferece os seguintes serviços: sanitização de ambientes; sanitização de colchões, tapetes e estofados.

FONTE: Insetcid Dedetizadora

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INSETCID DEDETIZADORA
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Menor Preço no Rio de Janeiro
Ligue: (21) 2186-7222 ou WhatsApp: (21) 98607-7693
Atendemos Comércio, Empresas, Condomínios e Residências, inclusive Fins de Semana e Feriados
Orçamento Grátis

A mosca Drosophila melanogaster visitou o céu em 1947, dez anos antes de Laika entrar em órbita – em um míssil balístico V-2 alemão capturado pelos EUA

Tudo começou em 1910, em uma sala de 35 m² no 3º andar da Universidade Columbia, em Nova York. O cafofo – até grande para os padrões de uma quitinete, mas minúsculo para os de um laboratório – era ocupado pelo biólogo Thomas Hunt Morgan, seus alunos e… moscas. Muitas e muitas moscas da espécie Drosophila melanogaster, armazenadas em garrafas de leite. Bananas maduras, quase podres, eram usadas às dezenas para atrai-las e alimentá-las. Quem visitou o local, nessa época, não esquece o cheiro.

Insalubridade à parte, Morgan estava entusiasmado. Após analisar milhares de moscas no microscópio, havia encontrado algumas com traços genéticos bastante peculiares, como olhos brancos, em vez de vermelhos. Cruzando moscas mutantes e normais – de maneira similar ao que Mendel, o fundador das teorias da hereditariedade, fez com ervilhas em 1865 –, descobriu que os olhos brancos eram um traço recessivo, e os vermelhos, um dominante. Depois, em uma série de experimentos cheios de sacadinhas matemáticas geniais, concluiu que o gene para a cor dos olhos estava localizado nos cromossomos X e Y, que determinam o sexo. Assim, ficou comprovado que os cromossomos eram como um colar, em que cada miçanga é um gene.

Foi uma revolução. Após décadas esquecidas na gaveta, as teorias do monge austríaco finalmente estavam sendo resgatadas e expandidas. A genética virou ciência pra valer, e ganhou um mascote de asas. O tempo passou e hoje sabemos que a tal mosquinha é muito mais útil como cobaia do Morgan jamais sonhou. 60% do seu genoma é idêntico ao nosso. 75% dos genes que causam doenças no ser humano têm equivalentes perfeitos no inseto. 50% de suas proteínas têm análogos nos mamíferos. Sem ela, não entenderíamos tão bem câncer, diabetes e doenças como as de Parkinson, Alzheimer e Huntington. Seis prêmios Nobel de Medicina ou Fisiologia (2017, 2011, 2004, 1995, 1946 e 1936) foram para pesquisas com a Drosophila melanogaster.

FONTE: super.abril

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